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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Grand'Mere Buffet: Noiva pode usar cor?


Nova pode usar cor?

Romper a tradição do branco total, um clássico do casamento, não é tarefa fácil. O uso de cor em pequenos detalhes empresta um ar contemporâneo à cerimônia e não é exclusividade de casais moderninhos apenas. Da decoração ao buquê, passando às noivas, a nova paleta de cores começa a ganhar adeptos entre profissionais e noivas também, sempre com bom senso para evitar exageros.  “Os tons claros são sempre elegantes, sem erro. Mas um pouco de cor ajuda a realçar sem perder a classe. Só não vale sair combinando o batom com o buquê, tipo conjuntinho, para não pesar”, opina o maquiador Marcelo Hicho.

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    Bocas coloridas


    O batom cor-de-boca não é mais a única alternativa para o make up das noivas. É chique mas, dependendo do contexto, também pode ficar um pouco apagado, nude demais.  Para não errar, o ideal é caprichar na escolha do maquiador e confiar nas sugestões deles para um resultado em harmonia com o tom da pele, o formato de olho, enfim, que valorize o que a noiva tem de melhor.  Tons de rosa – do clarinho ao pink, coral e até o vermelho são os favoritos para o altar, quebrando o excesso de branco e brilho no figurino. “Gosto muito da gama de coral que fica bem em louras e morenas, independente da cor dos olhos e dos cabelos. Só não é indicado para negras”, diz Marcelo Hicho. Para garantir a durabilidade, o maquiador costuma lançar mão de um truque: cobrir todo o lábio com lápis usado para fazer o contorno da boca.

    Fotos cedidas por Stefano Aguiar e Karina Bastos, por Luz do Sagrado Fotografia, Meliess Fotografia e Julio Saito Fotografia





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    Sapatos coloridos


    É a vez da cor nos pés. “Hoje 80% das noivas optam por não casar com sapato branco. O vermelho e o pink são as alternativas favoritas”, decreta a cerimonialista Fabiana Cavaliere.  O modismo traz um toque de transgressão ao look, sem chocar ou perder a classe. É divertido e prático: o sapato pode ser facilmente usado após a festa. Para Emanuelle Missura, do cerimonial Casar É Fácil, uma boa dica é comprar os sapatos coloridos em viagens ao exterior. “Modelos de grifes como Miu Miu ou Loubotin costumam sair pela metade do preço de um feito sob medida no Brasil, que custa, em média, R$ 500).

    Reprodução

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    Vestidos coloridos


    A mais nova tendência para 2013 são, como mostraram os desfiles internacionais, são vestidos coloridos. Em tons predominantemente suaves, pastéis ou com estampas, os vestidos parecem estar sob forte influência da moda. Segundo Emanuelle,  casar com vestido azul ou rosa já é realidade na Europa, mas ela não acredita que a moda pegue entre as noivas brasileiras.

    AP e Reprodução

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Grand' Mere Bufffet: Comprar ou alugar vestido de noiva?

Noiva com vestido assinado por Carol Hungria. Crédito: Fernanda Ferraro
Por Juliana Caetano 

Com o candidato a marido definido, as noivas enfrentam o segundo desafio do casamento: a escolha do vestido. Há quem prefira manter a tradição do feito sob medida, as que optam por viajar para o exterior e comprar pronto o modelo dos sonhos, e ainda as mais práticas que partem para o aluguel – alternativa que esconde um leque de oportunidades. 

“Sempre recomendo que a noiva faça um orçamento com a estilista de sua preferência porque um primeiro aluguel, dependendo do modelo, pode sair mais caro que o sob medida. Além disso, o vestido pronto sempre requer algum ajuste”, diz a cerimonialista Emanuelle Missura. 

Vestido novo custa, em média, R$ 7 mil
No chamado 'primeiro aluguel', alguns ateliês aceitam encomendas para fazer um vestido sob medida, que depois será devolvido pela noiva para futuros aluguéis. Não é preciso sequer lavar o vestido após a festa. E, de quebra, a noiva garante um espaço maior no guarda-roupa, já que não vai ter que guardar o vestido, que costuma ocupar um bom volume. Prático, não? por outro lado... 

"O vestido sob medida é totalmente exclusivo, nenhum sai igual ao outro já que são trabalhados manualmente, com acabamento de alta costura", defende a estilista Carol Hungria. E complementa: "O mais importante é que a noiva se identifique com o modelo. Muita gente dá opinião, e ser noiva sem perder a identidade é difícil, mas fundamental para se sentir bem no grande dia". 

Comprar sapatos no exterior pode ser alternativa econômica 
Para mulheres que trabalham muito e não têm tempo para fazer 4 ou 5 provas, o aluguel é ótima alternativa e, segundo Emanuelle, não há mais tanto preconceito com as demais locações. "Tive uma cliente que gastou R$ 3 mil com o vestido e acessórios e estava linda. Um vestido novo (sob medida ou primeira locação) custa, em média, R$ 7 mil". 

Entre os destinos mais procurados para quem quer importar o sonho estão Miami e Nova York. “Recomendo muito para quem quer um sapato diferenciado. Modelos de grifes como Miu Miu e Louboutin podem sair pela metade do preço de um sob medida nacional, que custa, em média, R$ 500”, entrega Emanuelle. Depois da festa, ainda dá pra sair com eles por aí.

domingo, 21 de outubro de 2012

Grand' Mere Buffet: NY Fashion Week...


A última edição da New York Fashion Week apresentou o que será tendência para o verão 2013. Entre os vestidos de noiva, foram vistos modelos fluidos, em tule, ou com camadas perfeitamente estruturadas, como o modelo escândalo de Zac Posen, desfilado pela top Coco Rocha. Looks minimalistas, transparências e bordados tiveram seu espaço, mas nada chamou tanta atenção como os toques de cor em diferentes modelos. 
O nude foi a aposta de alguns estilistas, mas nuances de rosa, azul lilás também estavam presentes em detalhes ou cobrindo todo o vestido. Você não curte o colorido da temporada? Então inspire-se na  modelagem e no caimento deslumbrante e invista no eterno branco. Confira nossa seleção de vestidos de noiva da New York Fashion Week:  
Tendências em vestidos de noivas no nyfw verão 2013:
 
1/18
Vestidos de noiva do NYFW
Vestido: Zac Posen / Foto: AP
 
2/18
Vestidos de noiva do NYFW
Vestido: Christian Siriano / Foto: AP
 
3/18
Vestidos de noiva do NYFW
Vestido: Ven Budhu / Foto: AP
 
4/18
Vestidos de noiva do NYFW
Vestido: Zac Posen / Foto: AP



sábado, 20 de outubro de 2012

Grand´Mere Buffet: Ideias de convites para seu chá de lingerie....


Colagem convites para chá de lingerie: Luiza Machado
Cada vez mais as noivas estão fazendo um chá de lingerie antes da despedida de solteira. Isso permite que as amigas fiquem todas juntas e compartilhem um bom momento entre meninas. Além disso, a festa serve para a noiva aumentar o seu guarda-roupa íntimo, com vários modelos sensuais. Segue algumas sugestões de convites para o seu chá de lingerie. Aproveite!
Convite em formato de Sutiã. Foto divulgação: Paper Style
Esse é um convite divertido e ousado. Foto: Divulgação
Geralmente organizar essa festa é uma das tarefas da madrinha, porém, isso pode ser feito também pela noiva. Para convidar as amigas, é legal fazer um convite bem dentro do tema e você mesma pode criar.
Convite em forma de origami. Foto: Elo7
Você pode também comprar os convites, como na loja Elo7 que possui vários modelos diferentes. O convite pode ser feito em forma de origami, ou ser recortado em forma de corpete, o que dá uma aspecto mais lúdico. Ele também pode ser feito com a própria lingerie, e um pequeno papel indicando o endereço e a hora da festa.
Convite em forma de corpete. Foto: Elo 7
Mais ideias para o chá de lingerie?

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Grand´Mere Buffet: Primavera e vestidos floridos para as convidadas...


Trabalho belíssimo no vestido Patrícia Viera, que é "tatuado" com os desenhos florais. Foto: Patrícia Viera
Para alguns a primavera é a estação mais romântica do ano. E chegou com tudo! Nesta temporada, as flores são o carro chefe: para madrinhas e convidadas, os vestidos com estampas florais são opções alegres e divertidas para casamentos e festas.
São inúmeros os tipos de flores que podem ser usadas, e por isso as opções são infinitas. Nos últimos desfiles as estampas coloridas foram carro chefe de muitas marcas, e por isso a tendência está mais que confirmada!
Florais em tons tropicais no Spring 2013 da Preen. Foto: Preen
A referência à flora traz muita feminilidade ao look e é certeira para as que querem apostar em um visual mais ladylike. Na hora de escolher a que mais combina com o seu estilo e tipo de cerimônia em que você vai usá-la, é preciso se atentar ao tipo de estampa e ao corte da peça.
As estampas florais com fundo preto tem um ar mais sofisticado e são ótimas para cerimônias noturnas. Já para o dia, os tecidos com fundo em tons mais alegres destacam ainda mais as cores da peça.
O Spring 2013 da Dior, desfilado na Paris Fashion Week, também trouxe referências florais para a passarela. Foto: Dior
Quem está acima do peso deve evitar as estampas com flores muito grandes, que podem evidenciar as formas negativamente. Flores pequenas e mais discretas são mais aconselhadas.
As estampas florais estão super em alta e podem ser uma ótima opção para dar uma diferenciada no look de festa!
E se você está pensando em se casar na primavera de 2013, não deixe de conferir os vestidos de noiva para casamentos na primavera e tendências para vestidos de festa 2013!
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Grand´Mere Buffet: Receitas de alto padrão....


Após conhecer mais de 120 países, a apresentadora do Jornal da Record revela os sabores que experimentou e os que levou para casa
Por Talita Moli
Fotos Daniel Cancini
Quando criança, a jornalista Ana Paula Padrão olhava o cerrado da cidade de Brasília e sentia um desejo latente de conhecer o mundo além da poeira do Distrito Federal. Observava os terrenos baldios ocupados por ciganos e pensava “que vida interessante seria morar em acampamentos e conhecer diversos lugares. De alguma maneira, quero ser como eles”. Para realizar o sonho de infância, Ana formou-se em Jornalismo e, como repórter especial da TV Globo e do SBT, teve a oportunidade de visitar 127 países. Atualmente, como âncora do Jornal da Record, Ana Paula viaja menos – mas a paixão ficou: foi durante essas viagens que Padrão descobriu o prazer de cozinhar. “Hoje vejo a gastronomia como uma manifestação cultural, mas, quando eu era solteira, sempre escutava minha mãe dizendo ‘não dependa do seu marido; tenha uma profissão’. Então, na minha cabeça, cozinhar estava associado às mulheres que não trabalham”, conta.
No decorrer da carreira, e logo nas primeiras viagens, o pensamento de Ana Paula em relação à cozinha mudou, riqueza de detalhes possível, por isso tenho de saber também o que aquele determinado povoado come e porque come aquilo. No Níger, norte da África, por exemplo, a população come gafanhotos para que eles não devastem a plantação”, explica a jornalista.

Na cozinha de Ana Paula Padrão

O universo gastronômico fisgou a jornalista de tal forma que, da maioria das viagens, ela traz para casa os temperos locais. Por isso, até separou um espaço na geladeira de casa para os condimentos importados. “É difícil encontrar os temperos tailandeses, balineses e indianos no Brasil. Quando vou para esses países, compro e congelo os temperos, uma vez que as receitas desses lugares são muito ricas em molhos e para atingir o sabor característico é preciso acrescentar os condimentos ideais”, revela. A cozinha oriental, aliás, adquiriu um lugar de destaque na vida da âncora da Record. Mas sua culinária é variada. Em casa, ela montou uma cozinha aberta, quase profissional, para receber os amigos. Nos fins de semana, com o marido, o economista Walter Mundell, ela reúne todos para preparar um prato. “No inverno, eu gosto de fazer Beef Bourguignon e Cataplana de frutos do mar. No verão, vou para a praia e faço os pratos do lado de fora de casa”.
A vida da jornalista é tão ligada à gastronomia que seu pedido de casamento ocorreu na França e, coincidentemente, quando o casal estava a caminho de um restaurante.

Os sabores do mundo

É possível fazer uma enorme lista das receitas interessantes que Ana Paula já experimentou. Entre as prediletas, estão as pois em diversas expedições foi preciso estudar as tradições alimentares locais. “Eu presto muita atenção nos outros; isto é ser jornalista. Tenho de contar a história com o máximo de “marmitex” japonesas, em especial as da ilha de Okinawa. São uma espécie de estojo com pequenas porções de algas, raízes e carne de porco, para se comer em casa ou na rua mesmo. Apesar de não ser muito consumida no Japão, na ilha se come muito a carne de porco. “O diferencial dessa carne é que, depois de horas cozinhando, derretendo toda a gordura, ela fica supersaborosa”. Porém, nem todas as experiências internacionais e gastronômicas foram boas. Padrão recorda de uma bebida típica do Himalaia, feita partir da manteiga do leite do iaque, um animal parecido com o boi, que vive nas montanhas da região. A manteiga é misturada com água quente e sal e é servida dessa forma, principalmente aos visitantes – que estranham muito…
Experiências com comidas ruins foram inúmeras, mas a ponto de passar mal foram poucas, mesmo tendo ficado em regiões de conflito armado ou de extrema pobreza. “Eu passei muito mal apenas uma vez. Foi na Etiópia, na cidade de God, quando visitei a casa de uma senhora que servia comida local. O prato era preparado à base de carne moída, com temperos da região. Eu vi passar diversos insetos durante todo o jantar, mas não podia fazer desfeita e não aceitar. Logo depois de comer, senti os efeitos e, ao chegar ao Brasil, o médico detectou infecção alimentar por Salmonella”.

Dicas gastronômicas

Para conhecer um pouco da culinária local, Ana Paula, sempre que possível, faz cursos rápidos na região. Quando não encontra cursos ou os horários das aulas são incompatíveis, pede para conhecer a cozinha do hotel onde está hospedada. Foi dessa maneira que aprendeu um de seus primeiros pratos. “Comi um risoto maravilhoso, conversei com o chef do hotel e ele me descreveu o preparo do prato. Ele usava um tipo de arroz próprio para risoto que na época não era vendido no Brasil”, conta. E o risoto foi seu modelo para o prato que preparou na cozinha do restaurante Le Vin, nos Jardins, um dos preferidos da apresentadora. Sob a supervisão atenta do chef Marcilio Araújo, ela produziu um Risoto de camarão com champagne e laranja que, na aparência e no sabor, ficou dentro do padrão de uma grande chef.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Grand´Mere Buffet: Tradições de casamento....



As tradições têm, em geral, foco na boa energia! Foto: Renatha Lancia
Alguns rituais acontecem em quase todos os casamentos que somos convidados e muitas vezes não temos a menor ideia do que significam.
Sabemos que ao sair da igreja costuma-se jogar arroz ou jogar algo nos noivos para dar sorte. Sabemos que em um dado momento da festa, a noiva vai jogar o buquê e que temos que tentar pegá-lo. E que no final da festa nos deliciaremos com bem casados.
Mesmo que algumas dessas tradições tenham sido atualizadas, os significados continuam sendo os mesmos.
1. Porque o noivo carrega a noiva na entrada para a noite de núpcias?
Esse é um costume oriental que acredita que os gênios ruins, que atacam só as mulheres e ficam esperando a noite de núpcias, não estraguem o começo da relação com suas energias negativas.
Uma grinalda para uma rainha. Foto: Paulo Herédia
2. Porque é tradição a noiva usar Grinalda?
A grinalda tem forma de coroa para distinguir a noiva dos outros convidados e seu formato também simboliza uma rainha e seu status de poder e riqueza.
3. Qual o significado do véu?
Na Bíblia, em Gênesis, Rebeca se cobriu com um véu quando se aproximou do futuro marido, Isaac. O hábito foi popularizado pela rainha inglesa Vitória.
4. Porque o nome das amigas solteiras deve estar na barra do vestido da noiva?
A tradicão busca ajudar as amigas solteiras a subirem ao altar. O nome das colegas ainda transmite boas energias às noivas.
Troca de carinho e energia entre amigas e noiva. Foto: Paulo Herédia
5. Porque a noiva joga o buquê apenas para as mulheres solteiras?
A tradição serve para dar sorte para a solteira que também quer se casar. Essa era fácil, vai?
6. Qual o significado do delicioso bem casado?
Além de agradecer aos convidados, significa a união eterna dos noivos.
7. Ao jogar arroz nos noivos, o que estão desejando os convidados aos noivos?
Segundo a tradição chinesa, usada há mais de dois mil anos antes de Cristo, os grãos trazem fartura e fertilidade para a nova família. Quer conhecer 5 alternativas para fugir da chuva de arroz?
8. Qual o significado do anel de noivado de diamante?
O costume de o noivo presentear a noiva com um anel de diamante teve início no século XV. Na época, os diamantes também eram chamados de pedras de Vênus.
Naturais, secas ou de pano: flores contra olho gordo. Foto: Paulo Herédia
9. Qual a finalidade do dinheiro arrecadado com os pedaços da gravata do noivo?
A tradição ajuda a arrecadar dinheiro para ajudar os noivos nos gastos da lua de mel.
10. Qual é a razão da noiva usar um buquê?
Na Grécia antiga, as noivas carregavam maços de ervas para protegê-las de mau olhado e até da inveja de possíveis convidadas ainda solteiras.
Você é daquelas que acredita em todas, ou não liga nem um pouco para supertições e prefere deixar as tradições de casamento de lado?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Grand´Mere Buffet: Menia prodígio...


Quem acha que o restaurante Chef Vivi, inaugurado há menos de um ano em São Paulo, é mais uma empreitada deinvestidores tentando aproveitar a demanda da Vila Madalena, está enganado. A proprietária e chef Viviane, que passou uma temporada vitoriosa na China, garante que é pura paixão. E sua trajetória pessoal comprova isso:
Por Paulo Pedroso
Fotos Daniel Cancini
Ela estudou Arquitetura até o terceiro ano, mas acabou se formando em História. Porém, bem antes disso, já estava de olho mesmo é na cozinha, que é onde foi parar definitivamente depois de terminar a faculdade. Viviane tem uma carreira inusitada para um cozinheiro brasileiro. Depois de viver seis anos na Europa, ela se mudou para Pequim, na China, onde se tornou sócia do restaurante Alameda. Lá, conquistou por três anos consecutivos, entre outros prêmios, os de melhor chef, melhor restaurante e melhor serviço pela revista That’s Beijing. De volta ao Brasil em 2010, ela decidiu abrir em São Paulo, com uma sócia, o restaurante que batizou com o nome que a tornou conhecida na Inglaterra e principalmente na Ásia: Chef Vivi.

Quindão, Mousse de Chocolate e Pizza

Aos 16 anos de idade, quando ainda cursava o terceiro colegial na cidade de São José dos Campos, onde nasceu, Viviane começou a fazer doces e logo passou a vender quindões e mousses para restaurantes. Mais pra frente, durante a faculdade, trabalhou na pizzaria Perequim, também em São José. Quando se formou, fez sua primeira viagem à Europa e voltou decidida a entrar pra valer na área de gastronomia. Ela brinca que entregou o diploma de História para sua mãe e abriu um Bar e Café, o Cabala, que fez bastante sucesso no Vale do Paraíba no inicio dos anos 90. Após cinco anos, se desfez do negócio e comprou uma pequena chácara no pé da Serra da Mantiqueira, onde montou o Coelho e Cabrito, restaurante de cozinha mineira com menu inspirado em antigas receitas de tias e avós. Foi nessa época que alguns dos seus clientes, que eram engenheiros do INPE, o Instituto de Pesquisas Espaciais que fica em São José dos Campos, sugeriram que montasse um restaurante na China, já então o país que mais crescia no mundo – o que ela faria uma década depois.

Inglês e cozinha mediterrânea em Bristol

Quando decidiu partir para o Oriente, em 2000, ela sabia que tinha que se preparar. Precisava estudar inglês e foi para a Grã-Bretanha inicialmente para uma temporada de seis meses, que se dilataram para seis anos. Da escola de inglês, foi para o City of Bristol College, onde fez o curso de “Catering & Hospitality”. Paralelamente, trabalhou até chegar a sous chef do Bocanova, um badalado restaurante de cozinha mediterrânea, também em Bristol, cujo dono era brasileiro. Foi na experiência britânica que Vivi construiu as bases da sua cozinha atual. “Aprendi muito sobre sustentabilidade na cozinha numa época em que aqui no Brasil ninguém falava nisso. Vi o valor dos ingredientes frescos e da simplicidade, pois num restaurante pequeno eu não posso manter muito estoque, tenho que trabalhar de forma criativa com o que tenho no dia. No Brasil as pessoas pensam em tudo mega”.

China, lá vou eu!

Viviane ainda estava na Inglaterra quando o mundo recebeu a noticia de que as Olimpíadas de 2008 seriam realizadas em Pequim. E foi pra lá que ela foi. O sucesso que alcançou na cidade e todos os prêmios que recebeu foram consequência do seu trabalho no Alameda, o restaurante especializado em cozinha ocidental que manteve com dois sócios brasileiros e uma chinesa. “Quando cheguei à cidade, praticamente não existia um restaurante internacional acessível. Os que havia eram muito caros e luxuosos. E, por incrível que pareça, em algumas coisas a China é muito parecida com o Brasil. É difícil, por exemplo, treinar as equipes. Tive que ensinar a mexer com talheres, pois no Alameda a gente não usava ohashis, os tradicionais palitinhos. A gente se comunicava numa mistura de inglês, português e algumas coisas básicas que aprendi do chinês. Foi uma experiência incrível e acredito que meu restaurante foi responsável por abrir caminho pra muita gente daqui”. Ao vender sua parte na sociedade, depois de quase cinco anos de trabalho, pela primeira vez na vida ganhou dinheiro. O Alameda existe até hoje e a cidade de Pequim se tornou uma das principais capitais gastronômicas da Ásia. Os guias Michelin e Zagat têm edições exclusivas para a cidade.

A cozinha cosmopolita de Vivi

Com o que ganhou na China e mais a participação de uma amiga, Poliana, Viviane montou seu primeiro restaurante em São Paulo, o Chef Vivi. De volta ao Brasil, antes de abrir o novo empreendimento, Vivi fez um curso no SENAC para se atualizar sobre a legislação brasileira e estagiou na cozinha dos restaurantes Maní e D.O.M.
A casa está funcionando desde o ano passado num ponto mais tranquilo da Vila Madalena, se é que isso ainda existe, um pouco longe do buxixo dos bares. O local é pequeno, tem cara de bistrô e, na cozinha envidraçada, a chef pode ser vista o tempo todo. Viviane tem muita clareza do que pretende oferecer. Ela define sua cozinha como rústica, mas gosta de chamá-la de comida-comida. “Eu brinco diariamente com os ingredientes, procuro uma cozinha leve, delicada e saborosa. Não tenho pretensão de ser revolucionária. Pra mim a estética do prato é importante, mas eu privilegio a experiência como um todo. Desde ser bem recebido na porta até o cafezinho final. E se o cliente recusar o couvert e optar por comer apenas uma salada, vai receber o mesmo tratamento de alguém que gasta muito. Não gosto desse negócio do garçom ficar só pensando nos 10% e comprometer o atendimento por estar pressionado pelo ticket médio”. A chef utiliza técnicas modernas, como cozimento a vácuo em baixa temperatura, mas não exagera na modernidade a ponto de tirar a alma da comida. “Quero servir como se estivesse recebendo na minha própria casa”. O cardápio muda diariamente no almoço e no jantar. São carnes, peixes e opções vegetarianas, sempre acompanhadas do que há de mais fresco no mercado. Se alguém quiser matar a saudade de algum prato já provado pode pedir. “Se o cliente quiser algo que comeu anteriormente, fora do cardápio do dia, eu faço”.
Pra finalizar, fala da herança cultural chinesa na relação com seus colaboradores; “A minha linha é a simplicidade e principalmente enfatizar o trabalho em equipe. Eu acredito em estimular o talento das pessoas que trabalham comigo. Quero aprender com meus colaboradores. Gosto da ideia do equilíbrio, essa coisa meio budista do caminho do meio”.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Grand´Mere Buffet: Dicas de flores...


Decor: Antique et Romantique. Foto: Marcelo Schmoell.
O principal item na decoração de um casamento, além do conceito geral, são as flores. Elas dão cor, dão vida, aromatizam o ambiente. E normalmente são naturais. Mas ultimamente vemos outro tipo de flor como protagonistas na decor: as flores secas! Antes de torcer o nariz, leia os 5 motivos para usar flores secas na decoração do seu casamento!
Decor: Antique et Romantique. Foto: Marcelo Schmoell.
1. Decoração do casamento na sua casa: as flores secas são eternas, podem ser reaproveitadas em arranjos para a casa nova. E pensando que no casamento os arranjos costumam ser lindos, imagina que bacana?
Decor: Antique et Romantique. Foto: Marcelo Schmoell.
2. Pensando no meio ambiente: ao final de um casamento, kilos de flores são jogadas no lixo. Pensando pelo lado da sustentabilidade, as flores secas não geram tanto resíduo. Você já pensou em fazer um casamento verde?
Decor: Antique et Romantique. Foto: Marcelo Schmoell.
3. Mais liberdade de cores: as flores secas são desidratadas e logo tingidas. Dessa maneira você pode escolher a cor que quiser e combiná-as do jeito que sempre quis, pois os tons são muito mais exatos! Você já sabe quais serão as cores para a decor de casamentos em 2013?
Decor: Antique et Romantique. Foto: Marcelo Schmoell.
4. Originais: as flores secas ainda não conquistaram a cabeça das noivas, e justo por isso, ainda tornam a decoração do seu casamento original. Além claro, de dar um toque vintage ao evento. São super usadas em casamentos na Europa.
Decor: Antique et Romantique. Foto: Marcelo Schmoell.
5. Custo: as flores secas são mais baratas que as naturais. Confira também outras dicas de como decorar seu casamento sem sair do orçamento.
Decor: Antique et Romantique. Foto: Isis Lacombe
Você também pode optar por misturar flores naturais e secas, ou então usar uma flor em estado seco que se chama sempre-viva. Sempre-viva é uma flor que dura muito e o efeito é bem parecido!
O que você acha dessa ideia? Vai apostar nela?

domingo, 14 de outubro de 2012

Grand´Mere Buffet: Arranjos florais tradicionais....


Simetria nos arranjos é característica da decoração tradicional. Foto: Boutique de Três
Muitas noivas sonham a vida inteira com o dia do seu casamento. Elas planejam cada detalhe para que tudo fique perfeito.
Geralmente em festas de casamento, a decoração é o que mais nos chama a atenção. São as cores, os detalhes, os arranjos florais entre outras coisas.
Mix entre arranjos altos e baixos. Outra característica deste tipo de decoração. Foto: Boutique de Três
E quando falamos de casamentos tradicionais, o estilo mais comum que os acompanha é de decoração clássica. E se você sonha em fazer um casamento desta forma e não abre mão de nenhum detalhe, da marcha nupcial às lembrancinhas sofisticadas, deve estar pensando no arranjo de flores que colocará em cada mesa.
Os arranjos tradicionais trazem consigo a simetria como característica, além de cores mais sóbrias e clássicas, como o branco das orquídeas ou leves tons de rosa, dispostas geralmente em arranjos altos e baixos que se mesclam entre as mesas.
Orquídeas são características de um arranjo tradicional. Foto: Boutique de Três
Vermelho também pode fazer parte de uma decoração tradicional. Foto: Edu Federice
Se apesar de querer um casamento tradicional, também gostaria de inovar na decoração, vale incluir nos arranjos, castiçais, velas, cristais e até pérolas. Além da possibilidade de utilizar as flores de outras formas, como em um painel.
Aposte também em tons de verde, utilizando folhas, que também podem ser usadas em um arranjo deste estilo.
Incluir nos arranjos castiçais de prata e cristais dá o toque diferenciado sem deixar o tradicional. Foto: Boutique de Três
Orquídeas são tradicionais, mas penduradas dão um toque moderno. Foto: Boutique de Três
Os arranjos florais tradicionais são sempre muito procurados. É o clássico que nunca sairá de moda em casamentos.
Você concorda?